quarta-feira, 15 de junho de 2011

Papa convoca os cristãos para participar da política.

Filed under: Noticias da Igreja — Prof. Felipe Aquino at 5:19 pm on terça-feira, junho 14, 2011
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retweetNo dia 26 de maio último o Papa Bento XVI, falando aos bispos italianos, na Basílica de Santa Maria Maior, fez um apelo para que os bispos encorajem os católicos a participar da vida pública. Disse o Papa:

“A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social”.

O Papa pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a “vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública”, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana.

Hoje a dignidade humana é altamente desrespeitada, a imagem e semelhança de Deus no rosto humano é desfigurada, especialmente porque faltam bons cristãos na política,na mídia e nos cargos públicos.

Bento XVI insistiu na importância das “iniciativas de formação inspiradas na “Doutrina Social da Igreja”, para que quem esteja chamado a responsabilidades políticas e administrativas não seja vítima da tentação de explorar sua posição por interesses pessoais ou por sede de poder”.

Sabemos que a política é uma atividade boa, que visa o bem comum, a caridade; o que não presta é a politicagem dos politiqueiros que usam da política para os seus interesses egoístas e o desejo de poder. Por isso, a maioria boa acaba ficando com medo de entrar na política e na vida pública, deixando o campo aberto a muitos maus, corruptos e imorais.

A atual situação do Brasil mostra quanto é necessário uma reforma política, trabalhista, tributária, etc., mas sabemos que nada acontece porque não é de interesse de quem faz uso da política para seu benefício e não do povo. Nossas instituições democráticas estão fragilizadas ameaçando-se o Estado de Direito. O poder legislativo está acuado pelo executivo e o judiciário nem sempre está livre para fazer valer a lei maior.

Infelizmente grande parte dos políticos hoje eleitos em todos os níveis consegue se eleger porque são bancados financeiramente por instituições poderosas, ou por entidades corporativistas, ou por partidos políticos criados para isso, e depois de eleitos vão trabalhar para essas instituições e não para o povo, não para o bem comum. Isso precisa mudar urgentemente.

Então é preciso que novos políticos, imaculados, se disponham a entrar na vida pública não para trabalhar para si mesmos e suas famílias, e nem mesmo pela Igreja, que não pede isso, mas para a caridade, para o bem do povo.

Já não agüentamos mais tantas notícias de corrupção deslavada. Já é o terceiro chefe da Casa Civil do governo que cai por denúncia de corrupção!… “É preciso começar a varrer a escada pelo degrau mais alto”, diz o provérbio. São imensas as denúncias de superfaturamento nas obras públicas, com dificuldades de apuração; campeia a impunidade que realimenta a corrupção; os poderosos tratam com cinismo as acusações da boa Imprensa, denunciadora corajosa desses males; uma parte da mídia está dominada e comprometida com a corrupção.

Na economia vemos o povo sufocado com uma carga de impostos sufocante. Dizem os economistas que o assalariado trabalha de quatro a cinco meses só para pagar impostos. E onde vai esse dinheiro? Falta saúde, boa escola, bons hospitais, saneamento básico, empreendimentos de infra-estrutura para que o país possa crescer.

Por outro lado projetos anticristãos são aprovados, como a legalização da estabilidade da união homossexual, o uso de embriões humanos para pesquisa, a legalização da prostituição, a tentativa de se impedir a Igreja de pregar os valores evangélicos, a deseducação sexual das crianças nas escolas com cartilhas e kits obscenos, a distribuição farta da camisinha até nas escolas, a destruição da língua portuguesa com a desculpa de “discriminação lingüística”, a tentativa permanente de aprovar o aborto… A Lei de Cristo e da Igreja vai sendo calcada aos pés. Até quando?

Como o nosso Brasil era majoritariamente católico até uns quarenta anos atrás, e nossos homens públicos e as nossas leis eram católicas, o povo cristão não aprendeu a se mobilizar e lutar por leis católicas; não era preciso. Mas hoje tudo mudou; hoje há a necessidade da aprendermos o que significa MOBILIZAÇÃO, que as minorias gritantes fazem bem.

Por falta dessa mobilização de todos: CNBB, Comunidades de Vida, Movimentos, mídia católica, Paróquias, etc., estamos vendo leis anticristãs sendo propostas e aprovadas uma após outras. E depois ficamos nos lastimando, chorando o leite derramado… agora é tarde.

Infelizmente nós católicos ficamos chorando nos ombros uns dos outros, mas ainda não nos unimos e agimos; por ora estamos apenas em nossas “equipes de consolo mútuo”, sem resultados. Sabemos que o mal se agiganta quando o bem se omite. Leão XIII já dizia que a audácia dos maus cresce com a omissão dos bons. Um terreno abandonado não produz couve, alface, chicória, rabanete, etc., não, só produz mato, espinho, abrolhos, ratos, lagartos, cobras e lixo. Assim fica a sociedade se não sofrer a ação dos cristãos.

Santo Agostinho dizia que o que a nossa alma é para o nosso corpo, os cristãos são para o mundo. “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo”, disse o Senhor.

Como o Papa está pedindo, os católicos precisam entrar na política, mas de maneira organizada, preparados, para atuarem de maneira correta. Hoje precisamos de Associações cristãs que preparem e lancem candidatos políticos a todos os cargos eletivos. Precisamos urgentemente de “instrumentos de mobilização” política para formar homens e mulheres públicos preparados, com acompanhamento, assessoramento para exercer bem os seus mandatos, etc.. E sabemos que isso é papel de nós leigos e não do clero.



Fonte: Prof. Felipe Aquino

terça-feira, 14 de junho de 2011

DE OLHO

Vereadores de Rurópolis na guilhotina


Informações vindas do município de Rurópolis, região da Santarém-Cuiabá dão conta que o presidente da Câmara, vereador Joselino Padilha, o Taka e outros vereadores estão sendo investigados. Taka é acusado de ter apresentado ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), prestação de contas fraudulentas.
Segundo informações o Ministério Público e a PF já estão apurando a veracidade dos fatos.
Por outro lado, o vereador Jonas Lourenço também pode perde o mandato. O edil estaria se favorecendo com gordas diárias pela Câmara Municipal.
Nossa reportagem tentou localizar os dois vereadores, porém não foram localizados para prestarem explicação sobre as possíveis acusações.



Por: Hiromar Cardoso

Vereador petista preocupado com insegurança e sujeira em Novo Progresso.

" A insegurança e a sujeira faz parte do dia-a-dia da prefeita Madalena Hoffemam do PSDB".

Macarrão " Novo Progresso virou a cidade do lixo e insegurança".
A situação do município de Novo Progresso é mais preocupante do que se imagina. Além dos últimos e terríveis acontecimento na administração da prefeita Madalena Hoffemam (PSDB), no qual envolveu até prisão dentro da própria prefeitura, agora um fato simples de qualquer administração resolver, é alvo de preocupação.
O pedido louvável foi feito pelo vereador e presidente da Câmara Ubiraci Soares “o macarrão”. O Edil diz está preocupado com a segurança dos alunos da rede publica em Novo Progresso, e por isso entrou com requerimento na Câmara de vereadores, pedindo a prefeita Madalena que contrate, guardas municipais, para fazerem segurança em frente e nas imediações de todas as escolas, na área urbana.
Outra situação que preocupa o petista é o acumulo exagerado de lixo na cidade, principalmente nas mediações das escolas municipais. Macarrão solicita que o governo municipal faça a instalação das lixeiras publicas em frente das escolas para que possam ser usadas pelos alunos e demais pessoas.
“ Nossas escolas atendem a um elevado numero de alunos, com diferentes faixas etárias, com grande diferenças culturais e socioeconômicas. Essas aglomeração natural de pessoas nos horários de entrada e saída das aulas, faz com que os ânimos, por vezes, se exaltem trazendo serias conseqüências aos alunos”, alertou o edil.




Fonte: blog do xarope.com

NOVO PROGRESSO nas quentinhas do Xarope e PRA CA BA

Roubalheira na prefeitura

Enquanto isso na Prefeitura de Novo Progresso
Brincadeira, lá em Novo Progresso tá a maior roubalheira. Se colocarem uma ratoeira dentro da prefeitura não vai faltar lugar. Todo tipo de RATO vai ser descoberto. Uns pretos, outros morenos e até loiros vai cair na parada.
O Ministério Público já deveria ter acordado. Sem contar com os vereadores que parece serem mudos, surdos e cegos.
Os pilantras são tão cara de paus que dizem que a grana( os belos patrimônios compardos) fazem parte de herança deixados por seus familiares.
Recetemente até funcionário saiu algemado da prefeitura.
Informações dão conta que um verdadeiro Shopim teria sido comprado com o dinheiro público em SINOP. Assim como uma fazenda em Santa Catarina pelo valor de 9 milhões.
Enquanto isso, até grávidas morrem na porta do Hospital da cidade.
Cadê as autoridades dessa cidade?
Vai pro inferno!


Por: Hiromar Cardoso

16 toneladas de merenda escolar segue para Itaituba.

Na última sexta-feira (10), a Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB – liberou 16 toneladas de merenda escolar que foram destinadas ao município de Itaituba. O pedido foi feito pelo deputado Hilton Aguiar ao Secretário de Estado de Educação, Nilson Pinto. Os valores dos produtos chegam a quase R$ 160 mil reais. Hilton espera amenizar a situação dos alunos da rede estadual de ensino que há tempos não tinham acesso à merenda escolar. “Até mesmo o transporte de Belém a Itaituba foi um pedido meu a UNIRIOS, que prontamente nos atendeu. A princípio seriam 20 toneladas, mas acontece que uma parte estava próximo de vencer, por isso impedi o seu envio", lembrou o parlamentar.











Fonte: Blog Hilton Aguiar.com

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Ibama emite LI para linhão do Madeira.

Licença é para o circuito 1 operado pela empresa IE Madeira, formada por Cteep, Chesf e Furnas

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis emitiu na última quinta-feira, 9 de junho, a licença de instalação em favor da IE Madeira para instalação da Linha de Transmissão Coletora Porto Velho – Araraquara 2, n° 1, conhecida como “Linhão do Madeira”, que será a responsável pelo escoamento de parte da energia produzida nas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira.

Com corrente contínua de 600kV, a linha de transmissão percorrerá uma distância de 2.381 quilômetros, com aproximadamente 5 mil torres, atravessando 81 municípios, partindo do estado de Rondônia e passando por Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.

“O processo de licenciamento ambiental resultou em ganhos socioambientais e melhorias do projeto”, afirmou a diretora de Licenciamento Ambiental, Gisela Forattini, em nota à imprensa. Segundo o Ibama, esses ganhos viabilizam, entre outros, a travessia otimizada de rios e barragens de aproveitamentos hidrelétricos existentes ao longo do percurso da linha de transmissão.

Também integram essa lista os desvios da zona de amortecimento do Parque Nacional Chapada dos Guimarães, de fragmentos florestais relevantes, de áreas urbanas, de reservas legais, de serras, de áreas de proteção permanente e de cavidades naturais subterrâneas.

De acordo com o Ibama, o IE Madeira, formado por Cteep (51%), Chesf (24,5%) e Furnas (24,5%), deverá adotar alternativas tecnológicas menos impactantes, a exemplo da instalação de torres autoportantes, que exigem desmatamento menor, em fragmentos florestais relevantes, e usar estruturas temporárias - pontes brancas e estivas - em vez de aterrar áreas alagadas. Precisará ainda instalar o “linhão” próximo a linhas de transmissão já existentes ao longo do traçado programado.

Estão previstos 21 programas ambientais, a serem executados durante a fase de instalação do “linhão”, envolvendo educação ambiental dos trabalhadores, comunicação social, reposição florestal, instituição da faixa de servidão e outros. O Ibama afirmou que o conjunto das medidas reduzirá a supressão da vegetação e a interceptação de fragmentos florestais.


Local: São Paulo - SP
Fonte: Canal Energia
Link: http://www.canalenergia.com.br/

Florestas tropicais são o ar-condicionado do Planeta. Entrevista especial com Paulo Moutinho.

O desmatamento é considerado a maior ameaça à sustentabilidade das florestas tropicais, isso porque, segundo Paulo Moutinho, as principais florestas estão localizadas em países em desenvolvimento, que priorizam a agricultura e investimentos em infraestrutura. Apenas na Amazônia, nos últimos 30 anos, já foram “desmatadas mais de 50 milhões de hectares, o que corresponde a duas vezes ao tamanho do estado de São Paulo”, aponta.

No Brasil, 80% do desmatamento florestal está concentrado nos estados do Pará, Roraima e Mato Grosso, e “70% da remoção das florestas ocorre para o desenvolvimento de outras atividades como a pecuária extensiva de baixa rentabilidade”, informa. Entre as causas indiretas que levam ao desmatamento, Moutinho assinala “as políticas de fomento ao crédito agrícola ou pecuário e as políticas que envolvem investimentos em grandes empreendimentos de infraestrutura”.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone à IHU On-Line, o pesquisador explica que o desmatamento florestal aumenta os efeitos do aquecimento global e que a preservação das florestas é importante porque elas funcionam como um “amortecedor das mudanças impostas pela modificação do clima global. Se destruirmos as florestas com a velocidade que estamos destruindo nos últimos 20 anos, provavelmente esse amortecedor acabará e teremos grandes secas e riscos de desertificação em áreas da Amazônia”, conclui.

Paulo Moutinho é doutor em Ecologia e atua como professor orientador de pós-graduação na Universidade Federal do Pará.

Confira a entrevista.

IHU On-Line - Quais são as características das florestas tropicais?

Paulo Moutinho – As florestas tropicais se diferem de outras pela fisionomia: são altas, densas e extremamente úmidas, além de terem uma diversidade de espécies de animais e de plantas. Para se ter uma ideia, cerca de 20% da diversidade planetária está contida na floresta Amazônica, que é uma floresta tropical típica. Outra característica é a alta concentração de carbono. O número de árvores por hectare é muito alto, com uma densidade de madeira elevada, o que tem implicação importante para a mudança do clima. As florestas tropicais acabam sendo, nos tempos atuais, em função do clima aquecido, um dos grandes ar-condicionados do Planeta.

IHU On-Line - Qual a atual situação ambiental das florestas tropicais no mundo?

Paulo Moutinho - São as florestas que mais perdem área por desmatamento. Na Amazônia, nas últimas três décadas, foram desmatados mais de 50 milhões de hectares, o que corresponde a duas vezes ao tamanho do estado de São Paulo, ou ao tamanho do território francês. Portanto, o desmatamento é a grande ameaça às florestas tropicais, porque elas se concentram nos países em desenvolvimento e muitos deles, como os africanos possuem uma governança baixa e, portanto, a floresta acaba cedendo espaço à agricultura, à pecuária, ao agronegócio. Então, apesar de ser uma das últimas grandes formações vegetais contínuas do mundo, as florestas tropicais também são as mais ameaçadas.

IHU On-Line – Além do desmatamento, que outros fatores contribuem para os problemas ambientais nas florestas tropicais?

Paulo Moutinho - Em termos gerais, vários fatores contribuem e podemos dividi-los em dois grandes blocos: as causas diretas e as indiretas. As causas diretas são aquelas que afetam a vegetação, como a exploração madeireira em praticamente todas as florestas tropicais. Essa exploração é feita de forma não manejada e, portanto, causa estragos na floresta tornando-a vulnerável a incêndios florestais. No Brasil, 70% da remoção das florestas ocorre para o desenvolvimento de outras atividades como a pecuária extensiva de baixa rentabilidade. Além disso, têm os impactos dos investimentos de infraestrutura, que acabam gerando ou dando acesso a áreas que estão sendo protegidas passivamente pela falta de estradas e de acesso humano a essas regiões.

Entre as causas indiretas estão as políticas de fomento ao crédito agrícola ou pecuário e as políticas que envolvem investimentos em grandes empreendimentos de infraestrutura. Além do mais, os preços das commodities como grãos, minério, carne, no âmbito internacional, fazem com que aumente a demanda sob esses produtos e, portanto, aumente a pressão sob a conversão de áreas florestais em áreas de produção.

IHU On-Line - Considerando a extensão territorial do Brasil, que percentual ainda é destinado às florestas?

Paulo Moutinho - No Brasil, a grande massa florestal é formada pela Amazônia e pela mata Atlântica, que cobrem, em matas originais, pouco mais de 60% do território nacional. Precisamos definir o que é uma floresta: muitas vezes, as áreas de cerrado são florestas de transição entre a Amazônia e o bioma Cerrado. Também existem as florestas de Araucária no sul do país, e o resto da Mata Atlântica. O Brasil tem caminhado numa trajetória desastrosa, uma vez que as florestas, historicamente, são consideradas uma barreira à ocupação e ao desenvolvimento.

IHU On-Line - Que percentual da floresta amazônica ainda está protegido?

Paulo Moutinho - Cerca de 20% da Amazônia já foi degradada. Isso nos indica um processo de degradação bastante grande. Por outro lado, ainda resta 80% da floresta com a cobertura florestal permanente. Apesar desse cenário majoritário de preservação, temos de lembrar que existem diferentes tipos de degradações florestais que não necessariamente a derrubada completa da floresta, mas seu empobrecimento, seja através de incêndios, de exploração madeireira, seja através de outras atividades de extrativismo não controlado.

IHU On-Line – Quais os impactos do empobrecimento do solo na manutenção da floresta?

Paulo Moutinho - O empobrecimento do solo acontece quando se retira a vegetação da floresta tropical e tenta se estabelecer outra cultura no local. Em grande parte, a riqueza do solo amazônico ou de qualquer floresta tropical está nos primeiros metros da camada da superfície, especialmente naquele emaranhado que se forma de raízes e folhas apodrecendo. Quando se retira essa floresta, principalmente em áreas chuvosas, os nutrientes do solo empobrecem e a terra fica esterilizada – isso está acontecendo na Amazônia nos últimos 15 anos. Então, nas regiões tropicais, a retirada das florestas está causando uma queda de fertilidade do solo.

IHU On-Line - A maior parte das terras da Amazônia está sob domínio público ou privado?

Paulo Moutinho - Essa é uma pergunta difícil de responder porque o problema fundiário na Amazônia é bastante grande. Hoje, quase 45% da região está dentro de áreas protegidas em diferentes categorias, seja em unidades de conservação, terras indígenas, ou reservas extrativistas. Diria que a maior parte das terras da Amazônia está legalmente sob domínio do poder público. Mas, de fato, isso não acontece devido ao imenso processo de grilagem, de invasão de áreas protegidas, em função do desmatamento e do uso ilegal dessas terras.

IHU On-Line - Que região da floresta Amazônica está mais depredada? Em que estados da federação a situação ambiental das florestas é mais crítica?

Paulo Moutinho - Três grandes estados colaboram com uma grande parcela do desmatamento histórico, embora vários tenham reduzido a degradação das suas florestas. 80% do desmatamento provocado historicamente está concentrado em Mato Grosso, Pará e Rondônia por causa de investimentos em infraestrutura e em programas governamentais de incentivo ao agronegócio e à pecuária. No Pará, o desmatamento ocorreu em função da abertura da BR-010, conhecida como Rodovia Belém-Brasília ou da PA-150, que liga Marabá ao norte do estado; em Rondônia, foi construído o polo noroeste, que ligou Cuiabá a Porto Velho; e no Mato Grosso, foi construída a malha viária mais difusa e que dá acesso a diferentes locais do estado.

Portanto, o investimento em infraestrutura nos últimos 20 anos, sem cuidado à floresta, gerou um desmatamento imenso. A infraestrutura nesta região é importante, mas ela precisa ser feita depois que o poder público e o estado estejam presentes, regulando o modo de ocupação dessas regiões.

Foram feitos investimentos históricos para derrubar a floresta porque ela era e continua sendo vista como a grande barreira ao progresso, à ocupação da Amazônia, e a integridade do território nacional na região norte.

IHU On-Line - Quais os efeitos das mudanças climáticas para as florestas? De que maneira as áreas florestais já foram atingidas pelas mudanças do clima?

Paulo Moutinho - Tem um caminho de mão dupla nesse caso. O aquecimento global que leva, por exemplo, ao aumento da frequência e da intensidade do fenômeno climático chamado El Niño, traz muita seca para a região amazônica e muita chuva para o sudeste. Exemplo desse fenômeno são as inundações em São Paulo, Rio de Janeiro e secas pronunciadas na região amazônica. Dessa forma, à medida que o Planeta se aquece, esse evento climático (El Niño) torna-se mais intenso e frequente, afetando as florestas, especialmente provocando incêndios na região.

O aquecimento do Atlântico Norte, outro efeito previsto pelo aumento da temperatura do Planeta, também traz seca e incêndios para a Amazônia. Então, dessa forma, a mudança climática afeta a floresta de maneira substancial.

Por outro lado, esse processo de degradação e de mudança climática, seja regional ou global, é intensificado à medida que aumenta o desmatamento. A floresta, hoje, é um amortecedor das mudanças impostas pela modificação do clima global. Se destruirmos as florestas com a velocidade que estamos destruindo nos últimos 20 anos, provavelmente esse amortecedor acabará e teremos grandes secas e riscos de desertificação em áreas da Amazônia. O que precisamos entender é que, embora as mudanças climáticas afetem a Floresta Amazônica, a floresta resiste a essa mudança e torna a situação mais promissora ou adequada na região.

IHU On-Line - Como as florestas ajudam a regular o nível de carbono no Planeta?

Paulo Moutinho – Regulam o nível de carbono na medida em que agem de duas formas. Primeiro, retirando o carbono da atmosfera, ou seja, fazem o serviço de vassoura. Hoje se sabe que a floresta amazônica como outras florestas tropicais do mundo estão em crescimento, portanto, através de fotossíntese elas retiram o gás carbônico da atmosfera. A segunda contribuição ocorre quando elas mantêm o gás carbônico nos troncos, nas folhas e nas raízes. Na medida em que elas fazem isso, agem como um armazém de carbono e não deixam que esse carbono fique diluído na atmosfera, exercendo um aumento na temperatura.

IHU On-Line - Como o senhor vê a utilização do mecanismo REDD para proteger as florestas? Este é um instrumento economicista, que dificulta a conscientização ambiental da sociedade, uma vez que para proteger florestas os países receberão um rendimento monetário?

Paulo Moutinho – As florestas podem ser protegidas através de legislações e de fiscalizações de comando e controle. Essas medidas têm sido usuais, mas aparentemente não têm sido suficientes para proteger as florestas do mundo, especialmente as brasileiras. Portanto, é preciso introduzir um conceito econômico neste sistema de fiscalização e legislação. O REDD sinaliza esta possibilidade. Ele tem um conceito de que ao fazer um esforço de conservação ou redução de desmatamento, os países têm direito a uma compensação pelo esforço feito. Essa compensação pode ser, inclusive, monetarizada e gerar renda.

Nesse sentido, não acredito que se tenha um efeito negativo de deixar as pessoas sem ação ao se implantar um mecanismo como esse, porque no final do processo o resultado é a conservação da floresta e ela inserida dentro de um sistema econômico competitivo. Portanto, o REDD é um jeito de trazer a floresta em pé para dentro de um sistema econômico e desta forma aumentar as chances de conservação.

IHU On-Line - Por que é importante preservar as florestas para a sustentabilidade do Planeta?

Paulo Moutinho – Porque a floresta é, principalmente na questão das mudanças climáticas, fundamental para manter a habitabilidade. Se nós não conseguimos reduzir o desmatamento tropical e conservar os grandes estoques de florestas, certamente o mundo ou o clima entrará em um processo de instabilidade perigoso, onde os eventos extremos se tornarão cada vez mais frequentes, provocando prejuízos econômicos e de vidas humanas. Conservar a floresta, hoje, é conservar a habitabilidade futura do Planeta.


Local: São Leopoldo - RS
Fonte: IHU - Instituto Humanitas Unisinos
Link: http://www.unisinos.br/_ihu/

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Use madeira", incentiva diretora sobre florestas da ONU.

Quer proteger o meio ambiente? “Use madeira, mas aquela proveniente de uma fonte legal, que realize o manejo sustentável das florestas. O Brasil tem madeiras belíssimas”, sugere a diretora chefe do Secretariado do Fórum da ONU sobre Florestas, Jan McAlpine. Para ela, esta é uma das principais maneiras de agregar valor econômico e incentivar a preservação das florestas no mundo.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente no Ano Internacional sobre Florestas da Organização das Nações Unidas, o UOL Ciência e Saúde ouviu Jan McAlpine que está no Brasil para participar de um seminário sobre uma das questões ambientais de maior destaque neste século; a preservação das florestas e sua importância para o clima mundial. “Os cidadãos deveriam tomar mais as responsabilidade desta questão”, pontua.

A diretora lembra que no terremoto que atingiu a Nova Zelândia, no final de fevereiro deste ano (poucos dias antes do terremoto do Japão), as construções que sofreram menos danos foram as feitas de madeira. “A madeira é firme, mas é mais maleável que o concreto, por exemplo. Neste episódio pudemos ver como a madeira pode ser muito útil na construção civil”, ressalta.

A idéia, que à primeira vista pode parecer contraditória, na verdade vai ao encontro da monetização dos dias atuais -- confere à floresta valor econômico e, assim, torna sua preservação importante não apenas do ponto de vista da ideologia do ecologicamente correto. Segundo McAlpine, hoje, mais de 1,6 bilhão de pessoas tira seu sustento das florestas -- isto significa um em cada quatro habitantes do planeta.

Diretora do Secretariado desde 2008, ela afirma ainda que os ambientalistas olham apenas para um lado da questão e para preservar as florestas é necessário ver o conjunto. “Existem as pessoas e elas precisam sobreviver. Os pequenos agricultores, os extrativistas e os que caçam animais selvagens, que dependem da floresta para viver, são uma parte importante que está sendo deixada de lado. O foco ultimamente tem sido somente o meio ambiente. É o balanço entre estas conjunturas que nos levará para um futuro sustentável”.

De acordo com McAlpine, o boom de extração de castanha-do-pará na floresta Amazônica também trouxe uma consciência importante sobre preservação. “Quando se percebeu o valor econômico da castanha-do-pará, começaram a preservar a árvore, mas continuavam a desmatar ao redor. Então, perceberam que a castanheira depende de um ambiente intocado para sua reprodução. Não podiam desmatar as outras árvores para que ela continuasse a dar frutos e lucros”, conta. A castanheira aparece na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente.

Outros benefícios das florestas

McAlpine destaca que as florestas ainda são responsáveis por mais da metade dos medicamentos existentes hoje (e nem conhecemos todo seu potencial), armazena grande quantidade de carbono (que contribui com o aquecimento global se for eliminado), além de abrigar 40% da biodiversidade do mundo e quase toda água limpa existente. “É muito simples, sem as florestas nós não sobreviveremos”, resume.

Além disso, a plantação de árvores também foi incentivada por McAlpine. Em grandes cidades, como São Paulo, uma árvore faz diferença, salienta. “Em grandes cidades que são muito quentes e necessitam usar muito ar condicionado, o plantio de árvores pode diminuir em até 5º a temperatura”. A diretora acredita que campanhas estreladas por celebridades, como Gisele Bundchen, são muito válidas para conscientizar a população sobre a importância do meio ambiente.

Código Florestal

Sobre as alterações no Código Florestal brasileiro, a diretora da ONU diz não estar muito informada, mas que simpatiza com a ideia de que as pessoas que vivem das florestas sejam ouvidas. “Um dos maiores desafios para todo país do mundo é aliar as pessoas que vivem das florestas, com a segurança alimentar e ao mesmo tempo preservação das florestas. O Brasil está enfrentando este desafio agora”, afirma.

“É preciso ver não são só os benefícios ambientais, mas também os econômicos, sociais e culturais. E isso só será resolvido localmente, não é uma questão a ser resolvida em nível internacional, pela ONU. É uma decisão a ser tomada pelos brasileiros e eu confio nos líderes do Brasil nas questões de florestas, nos últimos 25 anos, vi muitas mudanças. O Brasil conseguirá uma boa solução e pode até liderar outras nações”, diz esperançosa.

Para terminar, McAlpine ressaltou a importância dos cidadãos nas tomadas de decisão dos países. “Tentaram privatizar as florestas no Reino Unido, a população foi contra e eles logo voltaram atrás. Então, os cidadãos têm grande papel nas decisões dos governos”.


Por: Everton/SIMASPA
Fonte: http://noticias.uol.com.br

Justiça determina demarcação de terra indígena.

A Justiça Federal em Santarém determinou à FUNAI que publique em trinta dias o relatório de identificação e delimitação da Terra Indígena Maró, localizada no rio Arapiuns. A Terra Indígena Maró fica dentro da Gleba Nova Olinda I, próxima à Santarém, local de intensos conflitos entre indígenas, comunidades tradicionais e madeireiros. A decisão determina ainda o pagamento de multa diária caso haja descumprimento por parte da FUNAI.

A demarcação definitiva da área tem sido aguardada pelos povos desde 2004, quando a FUNAI iniciou o procedimento administrativo. Dentro da área do Maró estão as aldeias de Novo Lugar, Cachoeira do Maró e São José III. Os estudos antropológicos já foram realizados e falta apenas a publicação do resumo do Relatório de Identificação e Delimitação, que irá definir o tamanho da área destinada aos indígenas.

A decisão foi motivada por uma Ação Civil Pública iniciada pelo MPF em Santarém. A Terra Indígena Maró está dentro de um mosaico de territorialidades tradicionais delineados pela Gleba Nova Olinda I.



Fonte: Redacão Ecoamazônia

Unidades de conservação podem render cerca de R$ 6 bilhões por ano.

A implementação efetiva das unidades de conservação e o aproveitamento do potencial econômico dessas áreas - que cobrem cerca de 15% do território do país - podem gerar pelo menos R$ 5,77 bilhões por ano, considerando um cenário conservador.

O cálculo é do estudo Contribuição das Unidades de Conservação (UCs) para a Economia Nacional, coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado hoje (7).

A conta considera o potencial econômico de cinco bens e serviços proporcionados pelas unidades de conservação: produtos florestais, uso público das áreas - principalmente para o turismo -, estoque de carbono conservado, água e repartição de receitas tributárias, baseada no modelo de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) Ecológico já adotado por alguns estados.

"A conservação deve ser vista como um setor da economia do país. O estudo pode permitir o planejamento de investimentos em conservação de maneira mais assertiva", sugeriu o biólogo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Rodrigo Medeiros, um dos coordenadores técnicos do estudo.

A exploração sustentável de madeira em florestas nacionais na Amazônia, por meio de concessão pública, poderia gerar anualmente entre R$ 1,2 bilhão e R$ 2,2 bilhões aos cofres públicos. "Esse valor já ultrapassa o R$ 1 bilhão necessários para bancar a gestão das 800 unidades de conservação do país", comparou o economista Carlos Eduardo Young, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que também coordenou o estudo.

A extração de borracha e castanha poderia render mais R$ 52 milhões por ano, segundo os pesquisadores, considerando apenas parte das reservas extrativistas onde os produtos são explorados.

Para avaliar o potencial econômico do uso público das UCs, os pesquisadores consideraram principalmente as estimativas de aumento da exploração turística de 67 parques nacionais e o potencial multiplicador do turismo nas economias locais. "O Brasil tem potencial para gerar entre R$ 1,6 bilhão e R$ 1,8 bilhão por ano, considerando as estimativas de fluxo de turistas projetadas para o país até 2016, ano das Olimpíadas", diz o estudo. Em 2016, a renda movimentada pelo turismo nos parques pode chegar a R$ 2,2 bilhões.

Já o cálculo do potencial econômico do carbono estocado com a preservação das florestas em unidades de conservação considera que a criação dessas áreas evitou a emissão de pelo menos 2,8 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera. Esses créditos renderiam por ano, segundo os pesquisadores, entre R$ 2,9 bilhões e R$ 5,8 bilhões.

Para fechar a conta, o estudo aponta que estados que ainda não têm legislação de ICMS Ecológico poderiam arrecadar até R$ 14,9 milhões com a adoção do mecanismo, que compensa os municípios pela existência de UCs em seus territórios.

"Temos a comprovação de que floresta é solução, e não problema, do ponto de vista da compensação financeira. Fazer a conservação de áreas florestais é uma forma de ativar a economia, por isso é preciso dar uma valor monetário à preservação", disse Young.

Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, a possibilidade de calcular o potencial econômico de unidades de conservação pode ajudar a garantir investimentos para a implementação efetiva e a gestão correta dessas áreas. "Tradicionalmente os custos com conservação são vistos como gastos e não como oportunidades. Muitos setores assumem que a contribuição dos investimentos em conservação tem impacto zero na economia, e isso nos derrota em discussões como a do Código Florestal", afirmou.

Dias reconheceu que a implementação e gestão das UCs é ineficiente e disse que o cenário só mudará quando a conservação deixar de ser tratada como uma questão secundária. "Os recursos estão aquém do tamanho da tarefa porque a sociedade e o governo não enxergam a contribuição dessas áreas para o desenvolvimento do país, encaram como uma questão marginal. Estamos falando de uma área significativa do território e damos atenção mínima a essas áreas", disse.

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação recebe cerca de R$ 450 milhões por ano, metade do mínimo necessário para a gestão e o funcionamento básico das unidades. Além desse custeio mínimo, os pesquisadores calculam em R$ 1,8 bilhão o aporte necessário em infraestrutura e planejamento para que o potencial econômico das UCs seja aproveitado ao máximo.



Luana Lourenço /Agência Brasil
Fonte: Redacão Ecoamazônia

Construtores de Belo Monte expõem demanda.

Muito antes da energia elétrica, a hidrelétrica Belo Monte vai gerar emprego e renda para milhares de trabalhadores, comerciantes, empresários e produtores rurais de Altamira (PA) e municípios vizinhos. E o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) terá papel fundamental como agente de fomento da economia regional, cuja realidade é marcada por um grande índice de desemprego e a falta de estímulos externos para o desenvolvimento. Neste contexto, o CCBM será um dos principais atores da Rodada de Negócios que acontecerá nos dias 9 (amanhã) e 10 de junho (sexta-feira), às 19h30, no Centro Empresarial de Altamira, com o objetivo de divulgar aos empreendedores locais a demanda por produtos e serviços que o Consórcio Construtor espera ver atendida por parceiros regionais.

Promovida por instituições setoriais de Altamira, como Associação Comercial e Industrial, Clube dos Diretores Lojistas e Sindicato das Empresas de Comércio, a Rodada de Negócios de Altamira vai reunir cerca de 200 empreendedores regionais, que serão informados sobre as necessidades do Consórcio Construtor Belo Monte nos setores de bens e serviços. O evento contará com a participação de representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e Banco da Amazônia, instituições de fomento que terão papel fundamental no apoio a emprendedores em busca de crédito para compras de equipamentos, matéria-prima, estoque, capital de giro, entre outros. A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), o Sebrae e o Consórcio Norte Energia também estarão representados nos dois dias da Rodada de Negócios.

O diretor de Administração do Consórcio Construtor Belo Monte, Marcos Sordi, revela números que impressionam. Segundo ele, serão consumidas diariamente - no pico das obras, com aproximadamente 20 mil trabalhadores nos canteiros - cerca de 60 mil refeições, tendo como base aproximadamente 10 toneladas de carnes e embutidos, 3,5 toneladas de arroz, 1,3 tonelada de feijão, 4 toneladas de hortaliças e 120 quilos de café, além de 40 mil pãezinhos e uma grande quantidade de material de higiene e limpeza. Produtos que poderão vir a ser adquiridos de empresas, associações e cooperativas locais.

- Nossa prioridade é privilegiar os proprietários rurais, comerciantes, prestadores de serviços e empresários de Altamira e municípios vizinhos. Assim, o Consórcio Construtor terá as suas demandas atendidas e, por outro lado, vai colaborar para o desenvolvimento da economia local e regional. Entretanto, vale lembrar que os fornecedores deverão ser qualificados, legalmente estabelecidos e cumpridores de todos os requisitos trabalhistas, além de ter capacidade de produção e preços compatíveis com o mercado. Certamente, a grande maioria vai precisar de adequar às exigências, e essa Rodada de Negócios vai ajudá-los - explica Marcos Sordi.



Fonte: Redacão Ecoamazônia

Programa Municípios Verdes pode mudar imagem do Estado do Pará.

Território sem lei, onde impera o desmatamento ilegal, o trabalho escravo e a violência no campo. É assim que o Estado do Pará é visto pelo restante do Brasil, especialmente a opinião pública do eixo Sul-Sudeste. Mas esta realidade pode mudar radicalmente com a implantação, pelo governo do Estado, do programa Municípos Verdes, a exemplo do que aconteceu no município de Paragominas. Antes conhecido por "Paragobala", o municípios saiu da lista dos maiores desmatadores para servir de exemplo de que preservar o meio ambiente e produzir riquezas pode ser possível.

Nesta quarta-feira, 8, durante a programação da Semana de Meio Ambiente, em Belém, o prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, falou sobre os desafios e oportunidades para os que aderirem ao Programa Municípios Verdes. Como pioneiro desse processo de mudança da economia local, o dirigente destacou que os ganhos são em todas as áreas, e não só na economia. "O município passa a ser visto com outros olhos por empreendedores", garante.

Demachki relatou que Paragominas passou a ser extremamente limpa, e não é mérito da prefeitura, mas da própria população, que não suja. Ele disse ainda que o primeiro passo para essas conquistas é a descentralização. "É fundamental a transferência da gestão ambiental. Paragominas, por exemplo, tem uma estrutura na Secretaria de Meio Ambiente pequena, mas coesa", explicou.

A Secretária de Estado de Meio Ambiente, Teresa Cativo, anfitriã do evento, destacou o papel do órgão ambiental estadual, que dentre outras ações, visa incentivar os produtores dos municípios paraenses a virem para a legalidade. Uma das ferramentas que torna essa tarefa possível é a adesão deles ao Programa Municípios Verdes.

"A Sema quer trazer para a legalidade aqueles que estão em situação ilegal não por dolo ou má fé, mas por desorientação. Nós temos observado que temos que agir em duas frentes: descentralização e sustentabilidade. Nós temos enfrentado problemas sérios de ilegalidade em alguns municípios, e nós não os escutamos, e entramos e tiramos o sistema do ar e não damos condições ao município de licenciar o que é local, e depois mandamos a fiscalização para lá. Mas, temos que trabalhar de outra forma, que é oferecendo condições para a sustentabilidade local, e faremos isso conversando com cada prefeitura para saber o que o município pode fazer", declarou a titular da Sema.

Mauro Lúcio de Castro, presidente do Sindicato Rural de Paragominas (SSPRP), falou da importância do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para os produtores rurais. "Com essa ferramenta, o produtor consegue informações consolidadas da situação ambiental de sua propriedade. Quais as áreas que têm aptidão para a agricultura, pecuária, onde estão as Reservas Legais (RL) e as Áreas de Proteção Permanente (APP).

Castro lembrou que o Pará possui 67% de floresta em seu território e que isso o coloca na condição de maior ativo ambiental do planeta. "Todos nós, produtores, temos a opção de fazer a coisa bem feita. Precisamos parar de enxergar que a nossa reserva é um ônus e estabelecer atitudes que possam dar suporte à nossa produção. A ideia é diversificar nosso negócio e permitir que possamos embutir em nossos produtos o rótulo da biodiversidade. Hoje, o mercado é rigoroso. O cliente exige da empresa comprometimento com a natureza. Nossos produtos só serão vendidos se não forem associados ao desmatamento e o produtor que não se adequar será expurgado do mercado", sentenciou.

Ele expôs um mapa detalhado do município de Paragominas e revelou as causas do sucesso contra o desmatamento, empreendimento que motivou o Programa Municípios Verdes. Falou ainda da importância da Semana do Meio Ambiente na conscientização do produtor rural. "É a primeira vez em que participo e achei que foi muito oportuno para esclarecer e mostrar aos demais produtores as vantagens de estar aqui, entendendo que é possível transformar áreas de preservação antes consideradas um ônus em bônus", disse.

A tecnologia pode ser uma aliada ao meio ambiente, segundo Carlos Souza Jr, do Instituto do Meio Ambiente e Homem e da Amazônia (Imazon). Para Carlos, o auxílio de satélites é essencial na revelação de atos ilícitos. "Com o boletim de monitoramento, conseguimos detectar desmatamento e degradações ambientais". Ressaltou ainda a parceria do instituto com a Sema. "Emitimos um boletim de risco e combinamos esses dados com os do Sistema Integrado de Monitoramento e Licenciamento Ambiental (Simlam) e com o Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora) para verificar quem está cumprindo as normas ambientais e quem está na ilegalidade", explicou.



Fonte: Redacão Ecoamazônia

quarta-feira, 1 de junho de 2011

PAPA E SANTA SÉ

Bento XVI sublinha importância das catequeses pré-matrimoniais


Ao receber os bispos indianos em visita "ad limina"

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 31 de maio de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI destacou que a Palavra de Deus consola e transforma os crentes, individualmente e em comunidade. Esta reflexão fez parte de seu discurso de hoje ao terceiro grupo de bispos da Índia, recebidos nestes dias no Vaticano em audiências separadas, por ocasião de sua visita ad limina.

"A Palavra de Deus não só consola, mas também transforma os crentes, individualmente e em comunidade, para avançar na justiça, na reconciliação e na paz entre eles mesmos e na totalidade da sociedade", indicou.

Referindo-se em concreto às famílias das dioceses indianas, destacou que são "igrejas domésticas", "exemplos de amor mútuo, respeito e apoio que deve animar as relações humanas em todos os seus âmbitos".

"Se não descuidarem da oração, da meditação das Escrituras e participarem plenamente da vida sacramental da Igreja, ajudarão a alimentar esse 'amor incondicional' entre eles e na vida das suas paróquias, e serão fonte de um grande bem para a comunidade em geral", afirmou.

Durante sua visita, os bispos da Índia transmitiram ao Papa os grandes desafios que ameaçam a unidade, a harmonia e a santidade da família, e o trabalho que deve ser feito para construir uma cultura do respeito ao matrimônio e à vida familiar.

Como resposta, Bento XVI apontou a importância das catequeses, especialmente das pré-matrimoniais.

"Uma catequese profunda, especialmente àqueles que se preparam para o matrimônio, alimentará em grande medida a fé das famílias cristãs e os assistirá para que possam dar testemunho vivo e vibrante da sabedoria ancestral da Igreja com relação ao matrimônio, à família e ao uso responsável do dom de Deus que é a sexualidade", disse.

Por outro lado, o Pontífice indicou que, "entre as responsabilidades mais importantes dos bispos, a proclamação do Evangelho prevalece". E destacou que é uma fonte de satisfação que a proclamação da Palavra de Deus produza um rico fruto espiritual nas igrejas locais da Índia.

Em especial, valorizou "a disseminação de pequenas comunidades cristãs nas quais os fiéis se reúnem para rezar, meditar as Escrituras e apoiar-se fraternalmente".

Bento XVI animou os bispos da Índia a "garantir que a plenitude da Palavra de Deus, que nos chega por meio das Sagradas Escrituras e da tradição apostólica da Igreja, esteja à disposição daqueles que buscam aprofundar em seu conhecimento e amor ao Senhor e na obediência à sua vontade".

"Cada esforço deve enfatizar que cada indivíduo ou grupo de oração, pela sua própria natureza, nasce e volta à fonte da graça que se encontra nos sacramentos da Igreja e em sua vida litúrgica inteira", acrescentou.

Valorizou as "sementes da Palavra de Deus" semeadas atualmente na Índia e destacou "os impressionantes sinais da caridade da Igreja em muitos âmbitos ou atividades sociais, um serviço que está a cargo dos seus sacerdotes e religiosos".

Em concreto, referiu-se às escolas, agências para a promoção de microcréditos, clínicas, orfanatos, hospitais e "inúmeros projetos cujo objetivo é a promoção da dignidade humana e do bem-estar, assistindo os mais pobres e fracos, os marginalizados e idosos, os abandonados e sofredores, ajudando a todos".

E concluiu: "Que os fiéis a Cristo na Índia continuem assistindo aqueles que estão em necessidade nas comunidades que os cercam, sem distinção".

Hilton pede agência do DETRAN para Rurópolis

Na intenção de promover o desenvolvimento da população de Rurópolis, o deputado Hilton Aguiar apresentou, na sessão desta quarta-feira (01), uma moção na qual solicita ao Departamento de Trânsito do Estado do Pará (DETRAN) solicitando urgência na criação e implantação de uma Unidade Regional daquele departamento no município de Rurópolis.


Na semana passada, o parlamentar esteve no gabinete da Diretora Geral do órgão, Sra. Maria do Céu, junto com o deputado federal Zequinha Marinho e os dois requereram, verbalmente, a implantação da agência do DETRAN em Rurópolis.

Leia a Moção:


Blog do Hilton Aguiar.com

Eleição 2012.

"Novo Progresso poderá ter até quatro candidato a prefeito em 2012"
Essa estória de que candidato A ou candidato B já ganhou a eleição para prefeito de Novo Progresso é conversa para o boi dormir. Eleição é como jogo de futebol: Só acaba aos 90 minutos do 2º tempo e com os acréscimos.

"As peças do xadrez da sucessão municipal ainda estão sendo montadas e tem muito jogo pela frente".

Poderemos ter uma eleição municipal com até quatro candidatos a prefeito.Muitos nomes estão sendo cogitados mais os prováveis que são cogitados no dia a dia são: o ex-prefeito Tony Fábio,o candidato dos madeireiros Osvaldo Romanholli, Ubiraci Soares (Vereador Macarrão), e a Prefeita Madalena na reeleição estes nomes estão certos. Outros nomes estão articulando a eleição também.. Porque não?

{Apenas um candidato foi lançado com antecedência:} O vereador Macarrão confirmou que pretende disputar a vaga, já o ex-prefeito Tony Fabio ainda não confirmou o seu nome para disputa. Osvaldo Romanholli pode desistir de ultima hora como foi na anterior, Madalena tem por direito a vaga na disputa, então vamos aguardar; mais minha opinião como em política tudo é possível poderemos ter até quatro candidatos na eleição de 2012.


Quem serão os quatro candidatos?

Postado por Adecio Piran