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sexta-feira, 31 de março de 2017

PENINHA: “CONSTRUÇÃO DE FERROVIA TRARÁ DESEMPREGO À REGIÃO”

O vereador Peninha usou a tribuna da Câmara, na última quarta-feira (29) para criticar a construção da ferrovia Sinop ao Porto de Miritituba. O edil disse que a proposta de construção da Ferrovia ou Ferrogrão, já está causando os primeiros estragos na região e citou que foi desafetada uma área de 800 hectares e ampliados os parques do Jamanxim e Rio Novo em mais de 51 mil hectares, afetando diretamente centenas de áreas produtivas agropecuárias e minerais.

O Vereador se manifestou em público ser CONTRA A FERROVIA e disse porque. “Pra que e pra quem é a FERROVIA, conhecida como FERROGRÃO?”, indagou o parlamentar.

“Pra que a Ferrovia? Para escoar os grãos do Centro Oeste pelos portos de Miritituba. Pra quem a FERROVIA? Para as empresas que exportam os grãos para os Países Europeus.” Continuando, Peninha fez uma terceira pergunta: “E nós, da região, ganhamos o que com isto? Nós vamos usar esta Ferrovia? Claro que não!”, afirmou.

“Sou contra a Ferrovia, porque não vai nos beneficiar em nada. Pelo contrário, nossa Rodovia BR 163, pela qual trafegam milhares de caminhões, vai ficar esquecida e abandonada. Afinal, se hoje tendo o grande movimento por ser uma via de escoamento, já está na situação que todos nós conhecemos, imaginem se ela não tiver utilidade para o escoamento desta produção de grãos? Pois bem, se um dia vier a ser construída a Ferrovia ou Ferrogrão, já imaginaram o caos que vamos viver? Desemprego, fechamento de postos de combustíveis, restaurantes, borracharias, oficinas mecânicas, além dos impostos que hoje são gerados pelos empreendimentos que estão sendo implantados ao longo da Rodovia Cuiabá-Santarém. Os municípios localizados nas margens desta BR vão deixar de recolher impostos e taxas, como Alvará de Funcionamento, ISS, ICMS, além do dinheiro que gera com despesas de alimentação, oficina, borracharia e o comércio em geral”, lembrou o parlamentar itaitubense.

“Colegas vereadores, fiz uma análise com cálculos estimados do que vamos perder caso um dia seja construída esta Ferrovia. Vejamos: hoje ao longo desta Rodovia, do centro produtor de grãos até os portos em Miritituba, temos aproximadamente 10 postos de combustível, alguns com pátios de estacionamentos. Cada posto deste gera em torno de 100 empregos. Os 10 postos juntos geram cerca de 1.000 empregos diretos. Serão mais de 1.000 famílias desempregadas. Pergunto: A Ferrovia vai gerar 1.000 empregos? Se gerar, isso vai suprir apenas o desfalque de empregos gerados pelos postos de combustível de médio e grande porte. Não estamos calculando os funcionários que trabalham em postos de pequeno porte”, prosseguiu o edil.

Continuando, Peninha disse que outro número de emprego que está sendo gerado hoje através desta rodovia, “que não estamos calculando, são dos restaurantes, hotéis, farmácias, borracharias, lanchonetes e o comércio em geral. Mas, chamo atenção para a questão dos impostos, que são gerados pelo combustível consumido diariamente pelas milhares de carretas que trafegam nesta rodovia. Fiz outra estimativa, calculei que em torno de 2.000 carretas vem do centro produtor até os portos em Miritituba, cada uma carreta gastando 500 litros de óleo diesel por viagem, por dia, seriam consumidos 1.000.000 de litros de combustível. Isto, ao preço do litro do diesel hoje R$ 3,15, representaria uma movimentação de R$ 3.150.000,00 em dinheiro/dia. Só de ICMS por dia o Estado recolherá R$ 535.500,00. Com o tráfego de 2.000 carretas, em 30 dias o Estado iria recolher de ICMS somente sobre o diesel R$ 16. 065.000,00”, afirmou o edil.

“Agora, se por dia, estas carretas irão consumir 1.000.000 de litros de diesel, em 30 dias irão consumir 30.000.000 de litros, que representa o litro vendido no preço de hoje R$ 3,15, um montante de R$ 94.500.000,00. Olhem o valor que é gerado nesta rodovia somente de combustível para apenas 2.000 carretas chegando ao porto de Miritituba por dia. Imaginem quando esta rodovia estiver em boas condições, a quantidade de carretas e o consumo de combustível vão aumentar, e com isso, a arrecadação também. Segundo os empresários, a previsão é que cheguem 5.000 carretas diariamente nos portos em Miritituba. Deste montante de dinheiro que o Estado recolhe de ICMS, os municípios ganham uma fatia. Por estes e outros motivos, sou contra a FERROVIA ou FERROGRÃO. A ferrovia vai causar um grande prejuízo em toda a nossa região”, concluiu o parlamentar.



Fonte: RG 15/O Impacto

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