quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Belém 08 de Setembro de 2009 BUSCA:


Maranhão 'esquenta' madeira ilegal do Pará


Ulianópolis

EVANDRO CORRÊA

Especial para O LIBERAL

Agentes da Polícia Federal (PF) e fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) investigam um esquema fraudulento que envolve madeireiros e servidores do Posto de Fiscalização de Itinga, na divisa do Estado do Pará com o do Maranhão. Conforme denúncias de caminhoneiros, já encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF), caminhões carregados de madeira estariam saindo do Pará, sem as notas fiscais, sendo que a mercadoria seria 'esquentada', com notas frias, na cidade de Itinga do Maranhão, depois de passar pela barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Dom Eliseu e do Posto de Fiscalização da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefa).

De acordo com as denúncias, os agentes estariam recebendo propina dentro do Pará para fazer 'vista grossa' para o livre trânsito da madeira até a travessia para o Maranhão, onde a carga seria 'esquentada' sem o pagamento de impostos. Os crimes estariam ocorrendo principalmente durante à noite, quando vários comboios de caminhões carregados de madeira aproveitam para atravessar para o Estado vizinho, sem pagar os tributos devidos ao Pará.

Um motorista que tentou atravessar a divisa, com madeira legalizada, disse a reportagem que foi pressionado pelos fiscais a pagar propina para que a carga seguisse viagem. 'Isso já acontece há muito tempo no posto da Sefa', disse o motorista, que prefere não se identificar, temendo represálias. Em Belém, a direção da Sefa ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

Paralelo às investigações, os fiscais do Ibama estão apreendendo vários caminhões de madeira em situação irregular nos municípios de Paragominas, Ulianópolis, Dom Eliseu e nas cidade maranhenses de Itinga, Açailândia e Buriticupu. Só no mês de agosto, os fiscais apreenderam mais de 40 caminhões carregados com madeira ilegal prontos para sair do Estado.

Em meio as pressões do poder público, os empresários do setor madeireiro na região estão ensaiando um ato público para protestar contra as ações do Ibama, que estão causando engessamento da economia e o crescimento gradativo do desemprego. 'O governo só sabe punir, sem apresentar alternativas para que a atividade madeireira não desapareça do mercado', desabafou um madeiro que prefere ficar no anonimato.



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