Emprego no setor madeireiro cresce após 7 meses de queda
Depois de sete meses seguidos de queda, o emprego formal no setor da madeira no Pará apresenta saldo positivo no mês de julho de 2009. No entando a situação ainda é crítica no balanço dos primeiros 7 meses do ano e, nos últimos 12 meses.
As serrarias puxam o desmprego no setor. Municípios como Paragominas, Belém, Jacundá, Abel Figueiredo, Rondon do Parpa, Ananindeua, Santarém, Tailândia, Dom Eliseu, Pacajá e Tucuruí estão entre os mais atingidos.
O último estudo Dieese (Departamento de Estatísticas e Estudos Sócioeconomicos) sobre a flutuação dos postos de trabalho no setor formal da economia no setor da madeira no estado do Pará, mostra que o ano de 2009 está seguindo a mesma trajetória dos anos anteriores, ou seja com mais desemprego.
No mês de julho de 2009, pela primeira vez este ano, no comparativo entre admitidos e desligados, o saldo do emprego formal foi positivo. Foram feitas em todo Pará 1.195 admissões, contra 846 desligamentos, gerando um saldo positivo de 846 postos de trabalho.
No mês, a maioria das classes da madeira teve crescimento de postos de trabalho, a mais expressiva foi o desdobramento de madeira (serrarias), com saldo positivo de 301 postos de trabalho, seguida da fabricação de madeira laminada, com saldo positivo de 51 postos de trabalho e; da fabricação de estruturas de madeira e artigos de carpintaria, com saldo positivo de 44 postos de trabalho formais.
Mesmo com este saldo positivo de empregos formais, alcançado pelo setor no mês de julho, o balanço efetuado pelo Dieese nos primeiros sete meses de 2009 mostra uma situação preocupante.
No período foram feitas em todo o estado 4.910 admissões, contra 7.674 desligamentos, gerando um saldo negativo de 2.764 postos de trabalho.Análises do Dieese mostram ainda que dentro das atividades econômicas do setor, (de acordo com a classificação do CNAE - Cadastro Nacional de Atividades Econômicas) todas as classes apresentaram resultados negativos no período.
Quedas- Nos primeiros sete meses de 2009 a maior queda entre as classes da indústria da madeira no Pará ficou outra vez por conta do desdobramento de madeira (serrarias) que fez no período 3.787 admissões, mas desligou 5.559, gerando um saldo negativo de 1.772 postos de trabalho; seguido da fabricação de madeira laminada e de chapas de madeira compensadas, que fez no período 834 admissões contra 1.668 desligamentos, gerando um saldo negativo de 834 postos de trabalho; da classe fabricação de estruturas de madeira e de artigos de carpintaria para construção, que fez no período 227 admissões contra 269 desligamentos, gerando um saldo negativo de 42 postos de trabalho; da classe fabricação de artefatos de tanoaria e embalagens de madeira que fez não teve admissões no período, mas desligou 14 pessoas, gerando um saldo negativo de 14 postos de trabalho e da classe fabricação de artefatos de madeira, palha, cortiça, que fez 62 admissões, contra 164 desligamentos, gerando um saldo negativo de 102 postos de trabalho.
FONTE: GAZETA DE SANTAREM
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