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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Desmatamento diminui mas alerta deve estar ligado

Até o final de 2010, a Amazônia Legal possuía 307 Unidades de Conservação, um total de 1.174.258 km2, 23,5% do território. Dessas, 196 eram de Uso Sustentável e 111 de Proteção Integral. De 2004 a 2012 o Pará diminuiu satisfatoriamente os índices de desmatamento. O número caiu de 28 mil km² para 4 mil km² de área devastada. Apesar do dado positivo, o Instituto do Homem e Meio Ambiente (Imazon), já observa um aumento no desmatamento desde o ano passado. Hoje, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, a ordem é conscientizar.

ESFORÇOS

De acordo com o pesquisador do Imazon, Heron Martins, o índice positivo foi alcançado por um conjunto de esforços. “A diminuição do desmatamento é reflexo das ações de incentivo e fiscalização do Governo e sociedade civil. A lista feita pelo Ministério do Meio Ambiente com os municípios que mais desmatam fez com que alguns municípios criassem um eficaz projeto contra o problema. Além disso, a Penalização da Cadeia Produtiva, fez o Ministério Público ficar em cima de quem comprava gado de área desmatada”, avalia.


Ainda assim, ele acredita que a gradual regressão tem explicação. “O Imazon faz a pesquisa mensalmente e desde agosto observamos um aumento do desmatamento em duas áreas. Na BR-163, conhecida como Cuibá-Santarém, e na região da Transamazônica. Locais onde estão sendo feitos projetos de infraestrutura, como hidrelétricas e rodovias. E quando projetos como esses são feitos sem o devido acompanhamento o crescimento populacional acontece e em decorrência dele o desmatamento também”, explica.

REGULARIZAÇÃO

No Pará, cinco unidades de conservação foram diminuídas nos últimos tempos. “Todas ficam próximas à BR-163. Isso tem acontecido devido a algumas áreas que foram ocupadas e o Governo regularizou e também por conta das construções de hidrelétricas. De fato, isso é prejudicial, além de diminuir as áreas protegidas incita um clima de que isso pode voltar a acontecer em outras unidades”, relata Martins.


Para vencer os grandes projetos e a especulação imobiliária que vem tomando o espaço verde do Estado e garantir o desenvolvimento sustentável é preciso trabalhar de mãos dadas. “É preciso mudar o paradigma de que o desmatamento gera progresso. Também é preciso fiscalizar as Unidades de Conservação e estruturar cada uma delas, muitas só existem no papel. E isso envolve poder público e sociedade civil.



(Diário do Pará)

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