quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Crime Ambiental: PM apreende tartarugas e arara em cativeiro.

Animais estavam sendo mantidos para comércio

Os quelônios eram destinados à venda para consumo em Itaituba, Oeste do Estado. A apreensão aconteceu por volta das 11h30 da manhã desta terça-feira (07), em uma residência localizada na 15ª Rua, bairro de São Tomé, zona periférica da cidade. No local, mora o casal Maria de Nazaré e Bernardo Sousa, pais de um homem conhecido por “Gil Gomes”, que tem várias passagens pelos registros policiais. Foi uma guarnição da Polícia Militar, sob o comando do sargento Paulo Araújo que fez a apreensão, que resultou de uma denúncia anônima feita à Central 190, que, por sua vez, contatou a guarnição. “Nos deslocamos até o ponto indicado na denúncia e, ao chegarmos à casa, encontramos uma jovem que se recusou em permitir o acesso da guarnição. Mas nós flagramos os animais nos fundos do terreno, dentro de um barraco”, resumiu o sargento. “A informação que obtivemos é que o casal estava vendendo os animais, que são largamente consumidos nesta região nesta época do ano”, complementou.



O casal Maria de Nazaré e Bernardo Sousa foi avisado pela filha e se manteve longe da casa. Os animais, duas tartarugas pesando cerca de 45 quilos juntas e três tracajás pequenos, foram levados para a 19ª Seccional de Polícia, de onde foi feito novo contato, desta vez com fiscais da Secretaria de Meio Ambiente (Semmap), que compareceu à delegacia para procederem o auto de infração e a aplicação da multa. Segundo o fiscal Rui Galvão, a lei prevê multa de R$ 5 mil por cabeça de animal apreendido em casos como este.



Retorno – Por volta das 13h30, os PMs foram novamente chamados em uma nova denúncia tendo como alvo a mesma casa. Chegando ao local, acompanhados dos fiscais da Semmap, os policiais apreenderam uma arara vermelha adulta. “Com isso, amplia-se o valor da multa. Agora, precisamos localizar o casal infrator para que sejam notificados”, disse o fiscal.



A tartaruga tracajá é um dos animais mais predados na natureza em estados amazônicos. A carne é amplamente consumida de forma clandestina. A forma legal de venda é para os animais mantidos em criatórios particulares, autorizados pelo órgão ambiental federal. Apesar de estar próximo de sair da lista dos ameaçados de extinção, a caça, o transporte, o comércio e o consumo do animal são práticas terminantemente proibidas e punidas pela Lei dos Crimes Ambientais.



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